Sono
Sono infantil
quando vale investigar
O sono é um dos pilares do desenvolvimento infantil. Alterações de sono podem impactar humor, comportamento, atenção, crescimento e até o rendimento escolar.
Nem toda fase de sono agitado é doença, mas algumas situações merecem um olhar mais atento.
Em quais situações os pais costumam procurar ajuda?
Dificuldade persistente para iniciar o sono.
Despertares noturnos frequentes que atrapalham o descanso da criança e da família.
Sono muito agitado, com choros, gritos ou comportamentos incomuns.
Cansaço excessivo durante o dia, irritabilidade ou queda no rendimento escolar.
Na consulta, avalio a história completa, a rotina da criança, o ambiente em que ela dorme, o uso de telas, hábitos diurnos e fatores emocionais que possam estar interferindo. A partir disso, definimos se estamos diante de uma variação esperada da idade, de um padrão que precisa ser ajustado ou de um quadro que exige investigação mais aprofundada.

TEA
Transtorno do Espectro Autista
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento que pode interferir na forma como a criança se comunica, interage socialmente e se comporta. Os sinais são variados e mudam de acordo com a idade e o perfil de cada criança.
Alguns sinais que podem motivar uma avaliação (sempre considerando o contexto e a idade):
Pouco contato visual ou dificuldade em sustentar o olhar.
Menor interesse em interagir com outras crianças ou em compartilhar brincadeiras e descobertas.
Atraso na fala ou forma diferente de usar a linguagem.
Brincadeiras muito repetitivas ou interesse restrito em determinados objetos/assuntos.
Resistência intensa a mudanças de rotina.
É importante lembrar que nenhum desses sinais, isoladamente, é suficiente para fechar um diagnóstico.
Na consulta, escuto a história da criança, observo seu comportamento, levo em conta relatos da família e, quando necessário, da escola. A partir daí, decidimos em conjunto se é o caso de acompanhar, de solicitar avaliações complementares ou de encaminhar para outros profissionais da área.
TDAH
TDAH: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
quando a atenção e a impulsividade preocupam
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado, em graus variados, por dificuldades de atenção, hiperatividade e/ou impulsividade. É comum que os primeiros sinais chamem a atenção na escola ou em atividades que exigem foco.
Situações que frequentemente levam à consulta:
Dificuldade constante em manter a atenção em tarefas para a idade.
Esquecimentos frequentes, perda de materiais, organização difícil no dia a dia.
Agitação motora que atrapalha a rotina ou o convívio com outras crianças.
Impulsividade, dificuldade de esperar a vez ou de respeitar combinados.
Queixas da escola sobre rendimento, distração ou comportamento.
A avaliação envolve entender se esses comportamentos são persistentes, em mais de um ambiente (casa, escola, outros espaços) e se causam prejuízo real para a criança.
O objetivo da consulta é diferenciar o que pode ser uma fase, um contexto específico ou um quadro compatível com TDAH, e orientar a família sobre os próximos passos, que podem incluir acompanhamento, intervenções na rotina, suporte escolar e, quando indicado, encaminhamento para outros profissionais.
Alimentação
Introdução alimentar
A introdução alimentar é um marco importante na vida do bebê e da família. Ao mesmo tempo, é um período repleto de informações divergentes e expectativas que podem gerar ansiedade.
Dúvidas comuns que surgem nesta fase:
Quando começar a introdução alimentar?
Como oferecer os alimentos de forma segura (texturas, cortes, consistência)?
O que fazer quando o bebê “não quer comer”?
Até quando manter o aleitamento materno?
Como lidar com a pressão externa (família, comentários, comparações)?
Na consulta, avalio o contexto do bebê (crescimento, desenvolvimento, rotina), a realidade da família e as principais angústias dos responsáveis. A partir disso, construo orientações personalizadas sobre como conduzir a introdução alimentar de forma segura, respeitosa e possível para aquela casa — sempre alinhada às recomendações científicas.

Suplementação
Quando realmente é necessária?
Vitaminas, minerais e outros suplementos são frequentemente divulgados como “soluções rápidas” para problemas de sono, apetite, crescimento ou desempenho. No entanto, suplementação não deve ser feita de forma automática ou sem avaliação prévia.
Situações em que a suplementação entra na conversa:
Crianças com alimentação muito seletiva ou dietas restritivas.
Quadros específicos que podem aumentar a chance de deficiências nutricionais.
Alterações em exames laboratoriais solicitados de forma criteriosa.
Fases do desenvolvimento em que há maior demanda de determinados nutrientes, sempre avaliando o caso individualmente.
Na minha prática, a decisão sobre suplementação é feita caso a caso, baseada em:
história clínica,
exame físico,
avaliação do crescimento e do desenvolvimento,
e, quando indicado, exames complementares.
O foco é evitar tanto a falta quanto o uso excessivo ou desnecessário de suplementos, que também pode trazer riscos.
Sono, TEA, TDAH, introdução alimentar e suplementação são temas que mexem diretamente com a rotina e as emoções da família. Cada criança tem uma história, um ritmo e uma forma única de se desenvolver.
Se você sente que algum desses pontos está trazendo preocupação no dia a dia, a consulta é o espaço adequado para esclarecer dúvidas, avaliar com calma e traçar, juntos, o melhor caminho de cuidado para o seu filho.

